Boa tarde... Paz e bem. A minha reflexão hoje tem tudo a ver
com um grande passeio pela minha personalidade e a observação do ambiente à
minha volta, cada vez que me encontro comigo mesma... Olhando o meu local de
trabalho, me deparei com um tipo de depredação bem comum entre os alunos e que
nem sempre a gente presta atenção: o de escrever o próprio nome ou o de alguém
nas paredes, cadeiras, mesas... Vale tudo, usar caneta, corretivo, uma ponta
afiada pra ferir o reboco ou sulcar a madeira dos móveis ou arranhar a pintura
das grades... Enfim, esse tipo de depredação tomou conta das ruas e é
impossível passar por algum lugar e não ver um “Fernanda 2006” ou um “Jack para
sempre” entalhado nas cabines de orelhão, nas placas das esculturas, nos bancos
das praças ou nas colunas dos pontos de ônibus. Muitas vezes os nomes estão
acompanhados de frases feitas, aquelas que a gente vê nos paralamas dos
caminhões ¬¬. Mas depois de mais uma viagem dentro de mim mesma (porque a gente
sempre tem que se conhecer muito bem pra ir ao próximo de corpo e alma, mas
isso é assunto pra outro post) eu olhei os nomes escritos de outra forma: Por
que escrevemos nosso próprio nome sem necessidade específica? Por que tem que
ser em algum lugar onde pareça perenizado? Vieram muitas respostas à mente, mas
uma trama que meu cérebro criou me chamou a atenção: O ser humano tem dentro de
si um desejo de ser eterno, colocado em seu coração pelo seu Criador, e
comparando com aquelas placas que encontramos, identificando aquele busto de mármore
lá meticulosamente entalhado, aquele sujeito está de certa forma eternizado,
pelo que fez, pensou ou lutou... Escrevemos (sim, escrevemos é o termo certo porque
eu já fiz isso) nossos nomes nesses lugares públicos pra externalizar esse
desejo de ser perene, de ser eterno, de ser lembrado, mas pelo quê? Na
incerteza de saber se seremos homenageados postumamente por algum feito heroico,
nos apressamos em nos registrar nos anais das estruturas urbanas mundo afora,
apenas por termos existido, passado por ali. Instigante e provocador, mesmo sem
consciência, em todos os campos da nossa existência nós procuramos
perpetuar-nos, manter-nos vivos, a lembrança de quem somos precisa estar
petrificada na história, e não pode ser anônima! E por a depredação com nomes
acontece tanto entre os adolescentes? Por serem eles os mais ávidos por
respostas, para serem vistos, compreendidos, lembrados... Mas pelo quê? Com
certeza, para este mundo que cobra tanto do ser humano (que seja magro, que
seja lindo, que seja produtivo, que seja rico, que ....) passemos
despercebidos, indigentes do palco mundial, nem notarão nossa presença na
multidão... Mas nosso Criador sabe quem somos, que dons temos, como podemos
contribuir para a disseminação do Reino de Deus, como somos preciosos, Ele
sabe! Não precisamos registrar nossos nomes em pequenos espaços muito
frequentados, nessa ânsia inconsciente de nos tornar eternos, até porque na
primeira demão de tinta ou na primeira restauração, nossos nomes serão apagados
dali como nossa existência é apagada diante da morte, mas precisamos tecer e
manter amizade com Aquele de onde viemos e pra onde vamos. Nosso Deus! Somos
únicos! Fique na paz!

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