quinta-feira, 30 de abril de 2015

O que o ato de escrever o próprio nome em um local público tem a ver com a eternidade



Boa tarde... Paz e bem. A minha reflexão hoje tem tudo a ver com um grande passeio pela minha personalidade e a observação do ambiente à minha volta, cada vez que me encontro comigo mesma... Olhando o meu local de trabalho, me deparei com um tipo de depredação bem comum entre os alunos e que nem sempre a gente presta atenção: o de escrever o próprio nome ou o de alguém nas paredes, cadeiras, mesas... Vale tudo, usar caneta, corretivo, uma ponta afiada pra ferir o reboco ou sulcar a madeira dos móveis ou arranhar a pintura das grades... Enfim, esse tipo de depredação tomou conta das ruas e é impossível passar por algum lugar e não ver um “Fernanda 2006” ou um “Jack para sempre” entalhado nas cabines de orelhão, nas placas das esculturas, nos bancos das praças ou nas colunas dos pontos de ônibus. Muitas vezes os nomes estão acompanhados de frases feitas, aquelas que a gente vê nos paralamas dos caminhões ¬¬. Mas depois de mais uma viagem dentro de mim mesma (porque a gente sempre tem que se conhecer muito bem pra ir ao próximo de corpo e alma, mas isso é assunto pra outro post) eu olhei os nomes escritos de outra forma: Por que escrevemos nosso próprio nome sem necessidade específica? Por que tem que ser em algum lugar onde pareça perenizado? Vieram muitas respostas à mente, mas uma trama que meu cérebro criou me chamou a atenção: O ser humano tem dentro de si um desejo de ser eterno, colocado em seu coração pelo seu Criador, e comparando com aquelas placas que encontramos, identificando aquele busto de mármore lá meticulosamente entalhado, aquele sujeito está de certa forma eternizado, pelo que fez, pensou ou lutou... Escrevemos (sim, escrevemos é o termo certo porque eu já fiz isso) nossos nomes nesses lugares públicos pra externalizar esse desejo de ser perene, de ser eterno, de ser lembrado, mas pelo quê? Na incerteza de saber se seremos homenageados postumamente por algum feito heroico, nos apressamos em nos registrar nos anais das estruturas urbanas mundo afora, apenas por termos existido, passado por ali. Instigante e provocador, mesmo sem consciência, em todos os campos da nossa existência nós procuramos perpetuar-nos, manter-nos vivos, a lembrança de quem somos precisa estar petrificada na história, e não pode ser anônima! E por a depredação com nomes acontece tanto entre os adolescentes? Por serem eles os mais ávidos por respostas, para serem vistos, compreendidos, lembrados... Mas pelo quê? Com certeza, para este mundo que cobra tanto do ser humano (que seja magro, que seja lindo, que seja produtivo, que seja rico, que ....) passemos despercebidos, indigentes do palco mundial, nem notarão nossa presença na multidão... Mas nosso Criador sabe quem somos, que dons temos, como podemos contribuir para a disseminação do Reino de Deus, como somos preciosos, Ele sabe! Não precisamos registrar nossos nomes em pequenos espaços muito frequentados, nessa ânsia inconsciente de nos tornar eternos, até porque na primeira demão de tinta ou na primeira restauração, nossos nomes serão apagados dali como nossa existência é apagada diante da morte, mas precisamos tecer e manter amizade com Aquele de onde viemos e pra onde vamos. Nosso Deus! Somos únicos! Fique na paz!

domingo, 26 de abril de 2015

Leitura Orante da Palavra

A paz! Se Você chegou até este post é porque anda atrás de algo que o(a) faça se aprofundar mais nesse mistério encantador que é DEUS. O Grande "EU SOU" realmente é insondável, mas deixou-nos tesouros magníficos para que pudéssemos entrar em sintonia com Ele, orientarmos nossas ações segundo o coração Dele, encontrar consolo e ser renovados. Por isso trago aqui o método de Leitura Orante da Bíblia para que você, meu irmão, se deleite nesse mar que é Deus. Esse post é do blog Leitura Orante, lá você encontra muitos outros artigos a respeito. http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/ Boa leitura e boa oração.

Jo 10,11-18 - Quem é o bom pastor?

Preparo-me para a Leitura, renovando a convicção de que Deus me fala, que nos fala
e, orando ao Espírito Santo:
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria,
para que possamos avaliar todas as coisas
à luz do Evangelho,
e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai. 

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Jo 10,11-18, e observo Jesus e as imagens que usa do pastor, ovelhas, mercenário, para falar de seu amor por todos.
Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Um empregado trabalha somente por dinheiro; ele não é pastor, e as ovelhas não são dele. Por isso, quando vê um lobo chegando, ele abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca e espalha as ovelhas. O empregado foge porque trabalha somente por dinheiro e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, assim também conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. E estou pronto para morrer por elas. Tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu preciso trazer essas também, e elas ouvirão a minha voz. Então elas se tornarão um só rebanho com um só pastor. O Pai me ama porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la, pois foi isso o que o meu Pai me mandou fazer.
Jesus se define bom pastor. Ele é mais do que um bom pastor. Um pastor que se diz pronto a dar a vida pelas ovelhas. O tipo de pastagens disponíveis no oriente impõe ao pastor a necessidade de se deslocar com o rebanho para outro lugar conforme a mudança das estações. As ovelhas não sabem buscar alimento, relva e água por si mesmas. Precisam ser conduzidas. O pastor as conduz também para o abrigo por ocasião de tempo ruim e as defende de animais ferozes e de bandidos ou ladrões. O pastor Davi, por exemplo, diz ter matado leões e ursos que atacavam o rebanho de seu pai. O pastor conserva o rebanho unido e se empenha na procura da ovelha perdida, tendo certeza de que o rebanho permanecerá unido até que ele retorne. No Antigo Testamento, Deus é o verdadeiro pastor de Israel (Gn 49,24), que conduz José como um rebanho (Sl 80,2); carrega as suas ovelhas (Sl 28,9), guia-as (Sl 77,21). Ele, o Senhor, é o Pastor que reúne os perdidos, conduze-os à sua própria pastagem, cura-lhes as feridas, guarda-os em paz.  O bom pastor é autêntico, verdadeiro, não explorador. Não quer as ovelhas para seu lucro: carne, lã, leite. Ele dá a vida pelas ovelhas. No Novo Testamento,  a figura do pastor é aplicada a Jesus, quer por ele mesmo, quer pelos outros. A sua própria missão é às ovelhas perdidas de Israel. Ele é o pastor que deixa as 99 ovelhas no deserto para procurar a que extraviou. A sua alegria de recuperar um pecador é como a alegria do pastor que encontra a ovelha perdida (Mt 18,12-14). Jesus fala de sua preocupação por outras ovelhas que ainda não são em seu rebanho. Diz que precisa trazê-las. Revela seu desejo de que haja um só rebanho e um só pastor.  No juízo final ele agirá como um pastor que separa as ovelhas das cabras. Jesus se diz também porta do aprisco.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Quem são os pastores hoje? O termo é bastante usado por ministros das diversas Igrejas. Na Igreja católica os pastores são os bispos e sacerdotes.
Os bispos, em Aparecida, definiram a missão da Igreja como a do Pastor:" A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes (cf. Mt 9,35-36). Ele, sendo o Senhor, se fez servidor e obediente até à morte de cruz (cf. Fl 2,8); sendo rico, escolheu ser pobre por nós (cf. 2 Cor 8,9), ensinando-nos o caminho de nossa vocação de discípulos e missionários. No Evangelho aprendemos a sublime lição de ser pobres seguindo a Jesus pobre (cf. Lc 6,20; 9,58), e a de anunciar o Evangelho da paz sem bolsa ou alforje, sem colocar nossa confiança no dinheiro nem no poder deste mundo (cf. Lc 10,4 ss). Na generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus, na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do Evangelho." (DAp 31).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, salmos ou outras orações e concluo, rezando o Salmo
SALMO 23 (22)
O Senhor é o meu pastor. Nada me falta.
Em verdes pastagens me faz repousar;
para fontes tranquilas me conduz,
e restaura minhas forças.
Ele me guia por bons caminhos, por causa do seu nome.
Embora eu caminhe por um vale tenebroso,
nenhum mal temerei, pois junto a mim estás;
teu bastão e teu cajado me deixam tranqüilo.
Diante de mim preparas a mesa, à frente dos meus opressores;
unges minha cabeça com óleo, e minha taça transborda.
Sim, felicidade e amor me acompanham todos os dias da minha vida.
Minha morada é a casa do Senhor, por dias sem fim.


Pode-se também cantar

 O Senhor é meu pastor
Pe. Zezinho, scj

O Senhor é meu pastor e nada, nada, me faltará 
O Senhor é meu pastor e nada, nada me faltará.
Já me deu o suficiente nessa vida, não peço mais
Já me deu o suficiente, já me deu o suficiente 
Já me deu amor e paz.

Por caminhos pontilhados de perigo, vou sem temor
Sei que está comigo, sei que Deus é meu amigo,
Sei que Deus é meu pastor.

Tua voz e teu cajado me conduzem, estou em paz.
Só te peço em confiança que me dês perseverança
Não te peço nada mais.
CD Em verso e Canção - Cantores de Deus


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de acolhimento da Igreja e do Pastor verdadeiro, Jesus Cristo, para que possa entrar no meu e no coração das pessoas com quem convivo.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Irmã Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br