
... Percebe, irmão, que na rotina de vida eclesial, nas
atividades pastorais, nos grupos de oração, enfim na nossa vivência de leigo,
como nos acostumamos à “presença do alto”? imergimos nas atividades
burocráticas da nossa pastoral, do nosso ministério, do nosso grupo que
esquecemos que precisamos nos abastecer de oração pessoal - fervorosa - , de meditação, e
conversa com nosso interior. Somos iguais aos que recebem nossa pregação,
nossas atividades. O fato de já ter recebido a graça de participar da
comunidade, seja em que atividade for, não nos faz superiores, melhores,
“agraciados”. E enfraquecemos na fé, abrimos guarda pro demônio, permitindo que ele se infiltre na Comunidade, causando discórdias sucessivas, até o completo naufrágio da missão, quando
deixamos em casa nossa humildade na hora de sair pra congregar. Nos ajoelhamos diante de
Jesus Eucarístico, mas queremos que Jesus no irmão se ajoelhe a nós!!!!
Passamos a fazer a missão por vaidade pessoal e não para engrandecimento do
nome do Senhor; esquecemos que somos nós que precisamos Dele e não Ele precisa
de nós. A Comunidade não existia antes de nós? E se não existia, não continuará
existindo depois que nos formos??? NÓS NÃO SOMOS INSUBSTITUÍVEIS. Pe Zezinho, SCJ foi agraciado quando fez o poema orante "Benção da Luz" em que pede que sejamos holofotes para
iluminar os outros irmãos:
"No palco da vida
e que saibamos passar
nossa luz adiante
quando for hora de deixar
que outros brilhem
mais do que nós"
Que sejamos o chão do palco onde Jesus se apresenta.
A estrela não é a gente. Nenhum irmão pode ser impelido a se aproximar da
Igreja por causa da nossa pregação ou da nossa criatividade, por que não somos o
mais importante. Somos canos por onde passa a Palavra de Deus, somos ponte que
leva o irmão a Deus. Nenhum dom é nos dado para nosso bel-prazer ou para nossa
exaltação. Que nos alegremos por uma alma conquistada, mas não por que fizemos
a missão direitinho e sim por que Deus nos USOU direitinho. Que nos ajoelhemos
dia após dia, clamando ao Senhor, como São Paulo, que lutava contra um espinho
eterno:
"E para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo"
(2 Coríntios 12:7-9).
Que a paz e a humildade de Jesus estejam ao seu lado na sua
missão.
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